O
LADO NEGRO DO BRANCO
Falar sobre o que
existe de antagônico, ou invisível aos olhos nus é matéria que me desperta o
interesse; sobre o que não foi visto ainda, e, que já foi visto e tratado pela
ciência demonstra a habilidade do ser humano de se atrever, avançar nos
sentidos, e, descobrir novas utilidades antes não percebidas.
O
perigo que a modernidade corre, é processar o conhecimento sobre o enfoque da
produção sistêmica do conhecimento, o método, longe do qual, nenhum
conhecimento é aceito ou bem-vindo.
O
conhecimento se traduz na percepção do meio, e, historicamente, os grandes
inventos da humanidade, em gênero, decorreram na percepção, não do processo metodológico
do conhecimento.
O
processo metodológico, em espécie, é responsável por maior volume de
descobertas científicas, porque evolui o método anterior, atribuindo forças e
diretrizes não delineadas no método perceptivo.
A
grande diferença entre o método e o conhecimento perceptivo, decorre da origem
neste e aplicação do conhecimento para novos conhecimentos do outro.
Quero
me concentrar no uso que realizei da percepção para desenvolvimento de descobertas
científicas que venho realizando já faz algum tempo.
A
humanidade produziu conhecimento nestes últimos vinte anos, sobretudo para
massificar o conhecimento, e, neste mister, a economia tratou de difundir o
conhecimento tornando o processo de produção otimizado e acessível a todas as
classes sociais.
Neste
contexto, por exemplo, a viagem de avião, que em determinado momento se tornou
elitizado, hoje é acessível as classes menos favorecidas, igual exemplo, para
computadores, celulares, etc.
Neste
contexto, o que se tornou vital foi produzir o conhecimento para o uso comum,
e, de certa maneira, o enfoque coletivo se tornou tão fortalecido, que o
enfoque individualizado se tornou sinônimo de inviável economicamente e
mesquinho.
Em
verdade o lado negro da produção do conhecimento em favor de todos, é o isolamento
das pessoas, a não aceitação pelo domínio comum da atividade isolada profissional
ou social, tornando previsíveis e presas fáceis os ambientes levados ao uso
pelo conteúdo comum, por parte de estruturas avessas ao contexto social.
Minha
percepção desta realidade perigosa, não foi sem razão de ser, por exemplo, é
muito previsível, que pessoas contrárias e inconformadas com as estruturas
sociais, busquem como alvo de seus ataques doentios os ambientes públicos como
ocorreu em Paris e Bruxelas.
Em
verdade, quando o processo de conhecimento se tornou para todos, tornou as
pessoas distantes entre si, e, este isolamento, mesmo em ambientes públicos,
torna as pessoas individualmente desinteressantes de serem percebidas e
atendidas, além de, por erro, economicamente inviáveis.
Nas
questões de mobilidade urbana, todos os conceitos mais modernos, atendem
exatamente a necessidade de todos, isolando a necessidade de cada um, deixada
de lado.
Sou
uma pessoa que sempre busquei, até por instinto de preservação, que buscar me
reinventar todos os dias, e, diante da necessidade de me sobressair, fiz por
perceber as necessidades individuais, como necessárias de atendimento,
economicamente viáveis, e, estruturalmente mais seguras.
Hoje,
você não sabe a quem se dirigir para ser ouvido, porque ninguém quer te ouvir,
a não ser por demandas sociais, por demandas individuais, a rejeição e a não
atenção são a tônica.
O
que é interessante, é que Deus, segundo, se depreende de todos os ensinos de
todas as religiões e constituições de países democráticos, te trata como único,
e, passível de atendimento em suas demandas individuais, enquanto os homens se
tornaram incapazes de ouvir com atenção verdadeira, os interesses de cada um de
seus interlocutores, até porque, isto, em alguns casos (como das personalidades
públicas) é virtualmente impossível.
A
grande questão é o quanto se perde por não ouvir a todos individualmente, e, aí
está a grande demanda reprimida do mundo de hoje, ou seja, o quanto atendendo
demandas individuais, o processo de produção pode além de ser economicamente se
tornar estruturalmente mais seguro.
A
grande questão é como produzir o individual em larga escala sem perder a
qualidade do interesse de ouvir atendendo as demandas individuais, com
conhecimento aplicado e viável.
O
que se percebe da democratização do acesso a informação, e, massificação da
produção, é que quando o ser humano quer ser ouvido, não tem espaço, e, quando
tem espaço, sequer a informação tem algum relevo.
Nas
mídias sociais de massa, por exemplo, as notícias são veiculadas, e, após a
veiculação, abrem-se espaços para comentários, que podem virtualmente resolver
a demanda ali colocada, e, neste espaço, o que se enxerga são contendores que
não tem outro espaço e encontram ali o espaço para imprimir ideias que não vão
ter qualquer serventia ou uso para a matéria publicada.
As
pessoas que emitem opinião não têm qualquer relevo para a modificação dos
costumes, e, o que interessa é empreender o uso racional das boas informações
avaliando e valorizando as opiniões de cada pessoa.
Para
se ter um exemplo de como informações propositivas podem ter serventia, o que
se pode levar em consideração, na regulação das atividades de serviços de
imprensa é a imposição de tratamento das informações individualmente prestadas
para a matéria, propondo alternativas úteis para a demanda social da matéria em
questão.
Este
conteúdo, que pode ser terceirizado, por empresas de estatísticas, podendo ser
remunerado por propagandas, tem por função vital ler, compreender, responder,
passando a tratar a informação como conteúdo hábil a propostas de soluções de
demandas sociais.
Em
verdade, o que se vê em matéria de comentários, precisa evolui e muito, mas há
muito comentários que servem para o objeto da notícia para resolver o problema
ali instalado.
Na
questão de problemas de natureza governamental, é muito comum ler
inconformismos, que só por estes não são úteis, mas quando a informação do
inconformismo for tratada, o interlocutor da empresa de estatística buscará ter
da fonte o que pretende para resolver o problema instalado, sua proposta de
solução, tornando a pessoa útil para o fim de opinar.
Mais
do que isto, o interlocutor, passa a valorizar a pessoa que sozinha se sente
isolada do mundo mesmo vivendo em sociedade; quando as pessoas sentirem que
podem colaborar, a mudança de comportamento será natural e lógica, tornando o
ambiente mais puro e tratando a todos e a cada um.
As
demandas sociais, funcionam por amostragem, pessoas que se destacam servem de
exemplos para outras, ocorre que ninguém fala que se todos seguissem os
exemplos da amostragem não haveria espaço para ninguém, a sociedade vive e
vende o exemplo, quando todos são o exemplo não há para quem vender, daí porque
o processo de venda tem de amadurecer para vender além da amostra, mas vender o
que todos têm em comum, o que é função muito mais difícil.
As
pessoas de destaque só servem para que as pessoas sem destaque se inspirem nelas,
e, na verdade se todos tiverem destaque não teria sequer espaço para divulgar
tantas estrelas, o que se deve realizar é visualizar mídias sociais diretas e
indiretas, ambos de imprensa.
O
sistema indireto de imprensa, como nos demais processos de produção do
conhecimento, atendendo demandas individuais, funciona para as questões de
mobilidade urbana, uso democrático da internet, representatividade privada no
setor público, etc.
Em
verdade, o conhecimento metodológico avançou em muito na questão do espaço
social e uso comum deste, o uso individualizado se tornou seu calcanhar de Aquiles,
e tratar o lado individual é tratar o
que não se vê mas afeta o todo, porque as pessoas no papel branco não enxergam
o negro que nele integra, mas é vital para usa composição, por esta razão
enquanto o individual por relegado, não haverá compreensão correta de todos,
podemos e devemos atentar para esta realidade decorrente da percepção da falha
existente no método, para suprir as ambições individuais, ouvindo-as e
atendendo seus legítimos interesses.
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