quinta-feira, 26 de maio de 2016

O LADO NEGRO DO BRANCO





O LADO NEGRO DO BRANCO

Falar sobre o que existe de antagônico, ou invisível aos olhos nus é matéria que me desperta o interesse; sobre o que não foi visto ainda, e, que já foi visto e tratado pela ciência demonstra a habilidade do ser humano de se atrever, avançar nos sentidos, e, descobrir novas utilidades antes não percebidas.
O perigo que a modernidade corre, é processar o conhecimento sobre o enfoque da produção sistêmica do conhecimento, o método, longe do qual, nenhum conhecimento é aceito ou bem-vindo.
O conhecimento se traduz na percepção do meio, e, historicamente, os grandes inventos da humanidade, em gênero, decorreram na percepção, não do processo metodológico do conhecimento.
O processo metodológico, em espécie, é responsável por maior volume de descobertas científicas, porque evolui o método anterior, atribuindo forças e diretrizes não delineadas no método perceptivo.
A grande diferença entre o método e o conhecimento perceptivo, decorre da origem neste e aplicação do conhecimento para novos conhecimentos do outro.
Quero me concentrar no uso que realizei da percepção para desenvolvimento de descobertas científicas que venho realizando já faz algum tempo.
A humanidade produziu conhecimento nestes últimos vinte anos, sobretudo para massificar o conhecimento, e, neste mister, a economia tratou de difundir o conhecimento tornando o processo de produção otimizado e acessível a todas as classes sociais.
Neste contexto, por exemplo, a viagem de avião, que em determinado momento se tornou elitizado, hoje é acessível as classes menos favorecidas, igual exemplo, para computadores, celulares, etc.
Neste contexto, o que se tornou vital foi produzir o conhecimento para o uso comum, e, de certa maneira, o enfoque coletivo se tornou tão fortalecido, que o enfoque individualizado se tornou sinônimo de inviável economicamente e mesquinho.
Em verdade o lado negro da produção do conhecimento em favor de todos, é o isolamento das pessoas, a não aceitação pelo domínio comum da atividade isolada profissional ou social, tornando previsíveis e presas fáceis os ambientes levados ao uso pelo conteúdo comum, por parte de estruturas avessas ao contexto social.
Minha percepção desta realidade perigosa, não foi sem razão de ser, por exemplo, é muito previsível, que pessoas contrárias e inconformadas com as estruturas sociais, busquem como alvo de seus ataques doentios os ambientes públicos como ocorreu em Paris e Bruxelas.
Em verdade, quando o processo de conhecimento se tornou para todos, tornou as pessoas distantes entre si, e, este isolamento, mesmo em ambientes públicos, torna as pessoas individualmente desinteressantes de serem percebidas e atendidas, além de, por erro, economicamente inviáveis.
Nas questões de mobilidade urbana, todos os conceitos mais modernos, atendem exatamente a necessidade de todos, isolando a necessidade de cada um, deixada de lado.
Sou uma pessoa que sempre busquei, até por instinto de preservação, que buscar me reinventar todos os dias, e, diante da necessidade de me sobressair, fiz por perceber as necessidades individuais, como necessárias de atendimento, economicamente viáveis, e, estruturalmente mais seguras.
Hoje, você não sabe a quem se dirigir para ser ouvido, porque ninguém quer te ouvir, a não ser por demandas sociais, por demandas individuais, a rejeição e a não atenção são a tônica.
O que é interessante, é que Deus, segundo, se depreende de todos os ensinos de todas as religiões e constituições de países democráticos, te trata como único, e, passível de atendimento em suas demandas individuais, enquanto os homens se tornaram incapazes de ouvir com atenção verdadeira, os interesses de cada um de seus interlocutores, até porque, isto, em alguns casos (como das personalidades públicas) é virtualmente impossível.
A grande questão é o quanto se perde por não ouvir a todos individualmente, e, aí está a grande demanda reprimida do mundo de hoje, ou seja, o quanto atendendo demandas individuais, o processo de produção pode além de ser economicamente se tornar estruturalmente mais seguro.
A grande questão é como produzir o individual em larga escala sem perder a qualidade do interesse de ouvir atendendo as demandas individuais, com conhecimento aplicado e viável.
O que se percebe da democratização do acesso a informação, e, massificação da produção, é que quando o ser humano quer ser ouvido, não tem espaço, e, quando tem espaço, sequer a informação tem algum relevo.
Nas mídias sociais de massa, por exemplo, as notícias são veiculadas, e, após a veiculação, abrem-se espaços para comentários, que podem virtualmente resolver a demanda ali colocada, e, neste espaço, o que se enxerga são contendores que não tem outro espaço e encontram ali o espaço para imprimir ideias que não vão ter qualquer serventia ou uso para a matéria publicada.
As pessoas que emitem opinião não têm qualquer relevo para a modificação dos costumes, e, o que interessa é empreender o uso racional das boas informações avaliando e valorizando as opiniões de cada pessoa.
Para se ter um exemplo de como informações propositivas podem ter serventia, o que se pode levar em consideração, na regulação das atividades de serviços de imprensa é a imposição de tratamento das informações individualmente prestadas para a matéria, propondo alternativas úteis para a demanda social da matéria em questão.
Este conteúdo, que pode ser terceirizado, por empresas de estatísticas, podendo ser remunerado por propagandas, tem por função vital ler, compreender, responder, passando a tratar a informação como conteúdo hábil a propostas de soluções de demandas sociais.
Em verdade, o que se vê em matéria de comentários, precisa evolui e muito, mas há muito comentários que servem para o objeto da notícia para resolver o problema ali instalado.
Na questão de problemas de natureza governamental, é muito comum ler inconformismos, que só por estes não são úteis, mas quando a informação do inconformismo for tratada, o interlocutor da empresa de estatística buscará ter da fonte o que pretende para resolver o problema instalado, sua proposta de solução, tornando a pessoa útil para o fim de opinar.
Mais do que isto, o interlocutor, passa a valorizar a pessoa que sozinha se sente isolada do mundo mesmo vivendo em sociedade; quando as pessoas sentirem que podem colaborar, a mudança de comportamento será natural e lógica, tornando o ambiente mais puro e tratando a todos e a cada um.
As demandas sociais, funcionam por amostragem, pessoas que se destacam servem de exemplos para outras, ocorre que ninguém fala que se todos seguissem os exemplos da amostragem não haveria espaço para ninguém, a sociedade vive e vende o exemplo, quando todos são o exemplo não há para quem vender, daí porque o processo de venda tem de amadurecer para vender além da amostra, mas vender o que todos têm em comum, o que é função muito mais difícil.
As pessoas de destaque só servem para que as pessoas sem destaque se inspirem nelas, e, na verdade se todos tiverem destaque não teria sequer espaço para divulgar tantas estrelas, o que se deve realizar é visualizar mídias sociais diretas e indiretas, ambos de imprensa.
O sistema indireto de imprensa, como nos demais processos de produção do conhecimento, atendendo demandas individuais, funciona para as questões de mobilidade urbana, uso democrático da internet, representatividade privada no setor público, etc.
Em verdade, o conhecimento metodológico avançou em muito na questão do espaço social e uso comum deste, o uso individualizado se tornou seu calcanhar de Aquiles, e  tratar o lado individual é tratar o que não se vê mas afeta o todo, porque as pessoas no papel branco não enxergam o negro que nele integra, mas é vital para usa composição, por esta razão enquanto o individual por relegado, não haverá compreensão correta de todos, podemos e devemos atentar para esta realidade decorrente da percepção da falha existente no método, para suprir as ambições individuais, ouvindo-as e atendendo seus legítimos interesses.